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	<title>Judeu Errante</title>
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	<description>Viagens. Viagens geográficas e espirituais de um judeu errante</description>
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		<title>Judeu Errante</title>
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		<title>Baja California Sul, o deserto improvável</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 15:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Baixa Califórnia Sul é um destino desconhecido dos portugueses, mas não lhe faltam argumentos para se assumir como uma das mais fortes apostas do turismo mexicano
 
Confesso a minha ignorância. Até ter recebido o convite do Turismo do México para visitar a “Baja Califórnia Sur” nunca tal tinha ouvido falar. Na Internet vários ‘sítios’ falavam do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=28&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><a href="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/09/p1000708.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-29" title="p1000708" src="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/09/p1000708.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Baixa Califórnia Sul é um destino desconhecido dos portugueses, mas não lhe faltam argumentos para se assumir como uma das mais fortes apostas do turismo mexicano</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Confesso a minha ignorância. Até ter recebido o convite do Turismo do México para visitar a “Baja Califórnia Sur” nunca tal tinha ouvido falar. Na Internet vários ‘sítios’ falavam do destino com paixão e entusiasmo, não poupando em adjectivos para o qualificar como uma das mais recentes pérolas do turismo mundial. Não me deixei convencer e decidi ver com os próprios olhos essa pérola que tanto falam e que nós, portugueses, tão pouco conhecemos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Primeiro dado a reter. Qualquer semelhança entre a Califórnia dos Estados Unidos e a do México fica-se apenas pelo nome. O estado da Baja Califórnia Sul fica situado<span>  </span>numa enorme península na região noroeste do México. Tem como fronteiras a Norte o estado da Baja Califórnia Norte, a Oeste e Sul o Oceano Pacífico e a Este o Mar de Cortéz. A capital é La Paz, junto ao Golfo da Califórnia, e é daqui que podemos partir à descoberta de Peurto Balandra, uma lagoa que conta com oito baías mais pequenas, e onde é possível encontrar El Hongo (cogumelo), uma formação rochosa que se tornou no símbolo da cidade. A Ilha do Espírito Santo e a Ilha Partida merecem também uma visita.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">É na Baja Califórnia Sul que nos perdemos de encantos pela Natureza, com uma biosfera única que atinge o seu esplendor no El Vizcaíno, a zona protegida mais extensa da América Latina, ocupando uma área de 25 mil metros quadrados. É aqui que encontramos a Lagoa de Santo Ignacio e a Lagoa Ojo de Liebre, locais conhecidos pela reprodução das baleias cinzentas. Também nesta zona deparamo-nos com as misteriosas pinturas rupestres da Serra de San Francisco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Los Cabos para turista ver</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Mas a maior surpresa estava reservada mais para Sul, mais concretamente na região onde o Pacífico abraça o Mar de Cortéz. É aqui que se situa uma zona conhecida por Los Cabos, um corredor turístico com cerca de quarenta quilómetros, que liga as cidades de Cabo San Lucasa e San José del Cabo. O destino tem sido uma das mais fortes apostas do governo mexicano e é local chique de peregrinação para americanos endinheirados. No referido corredor sou surpreendido por um, dois, três, muitos campos de golfe. É então que informam que Los Cabos quer-se afirmar como um dos principais destinos de golfe do mundo. É fácil perceber porquê. Assistimos a um “milagre” improvável, já que o verde dos greens choca com a paisagem desértica, típica da região, pululada por cactos gigantes ao bom estilo do Oeste. Pela estrada deparamo-nos com sinais apontando para o campo de golf<span style="color:black;">e <span>Jack Nicklaus, Tom Fazio, Robert Trent Jones, II, Tom Weiskopf ou The Dye Corporation. E depois, como dizia um golfista, há sempre o risco de estar a jogar enquanto se assiste à dança de uma baleia no horizonte.</span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:black;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Quanto a hotéis a qualidade e diversidade impressiona. Há de tudo e literalmente para todos os gostos. No corredor turístico encontramos a oferta mais sofisticada e exclusiva, com unidades como One&amp;Only Palmilla, Westin Regina (simplesmente fantástico!), Hilton Los Cabos, Melia Cabo Real, Dreams, Fiesta Americana ou um Sheraton Hacienda del Mar. O difícil está mesmo na escolha. Mas se esta recair em locais onde a vida nocturna é rainha, então Cabo San Lucas é o local de eleição, onde não falta um Nikki Beach situado no Hotel ME by Melia Cabo. Em San Lucas encontramos uma pequena cidade mexicana moderna e cosmopolita, onde se deve evitar a qualquer custo a praia. Não é que não seja boa, mas aqui domina o american way of life e conceitos como paz e espaço estão de todo arredados do vocabulário local. Em resumo, San Lucas é uma espécie de Cancun mais moderno e talvez até mais sofisticado mas onde só se entra com dinheiro, muito dinheiro. O melhor indicador é passear pela marina e apreciar a quantidade e dimensão dos iates aí presentes. Também, diga-se em abono da verdade, estamos na capital mundial da pesca do marlim e não há pescador no mundo que não gostasse de ter um exemplar da espécie como galardão. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:black;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Mas é fora do dito corredor artificialmente construído pelo homem, mas onde abundam todas as comodidades, que entramos em contacto com este estranho mundo. Um mundo onde somos contemplados pelo azul do mar de um lado e o inóspito deserto do outro. Não há nada, não cresce nada e o único murmúrio vem do mar bravo, que de Pacífico tem pouco. Depois é partir há descoberta, de preferência num jeep bem artilhado. Sim, que as estradas só as principais, tudo o mais nunca viu o cheiro do alcatrão. Aventurar-se pelos cerritos e descobrir praias depois de palmilhar muitos quilómetros. E quando falo de praias refiro-me a autênticos santuários de pelicanos em centenas de metros de areia fina onde não faltam oásis e riachos. Isto é a Baja Califórnia. Selvagem, quente, indomada.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:black;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A não perder é uma viagem à pequena cidade de Todos Los Santos, parte da Rota dos Pueblos Mágicos. Situa-se a pouco mais de uma hora de San Lucas, rodeado de milhares de palmeiras, estamos perante um local com encantos especiais. Talvez seja devido à diversidade de galerias de arte, à variedade de restaurantes, às lojas de gostos refinados ou aos hotéis boutique… mas há ali qualquer coisa que não nos deixa indiferente. Em Todos os Santos impera um ambiente chill-out e a cidade esta pejada de turistas. Percebe-se porquê. É aqui que se encontra o Hotel Califórnia, imortalizado pelos Eagles, onde, como rezava a canção, “se pode encontrar um quarto em qualquer altura do ano”. Bem, isso foi antes. Agora o difícil é fazer uma reserva…</span></span></p>
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		<title>Sun City, o paraíso perdido</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 14:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fernando Pessoa escreveu um dia “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. É certo que Sun City estava ainda longe de ser erguida mas se há local no mundo onde esta máxima faz sentido é neste resort situado a 187 kms de Joanesburgo, África do Sul.
Circundado pelas imponentes montanhas do Pilensberg, Sun City começou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=25&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><a href="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/09/img_0225.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-26" title="img_0225" src="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/09/img_0225.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Fernando Pessoa escreveu um dia “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. É certo que Sun City estava ainda longe de ser erguida mas se há local no mundo onde esta máxima faz sentido é neste resort situado a 187 kms de Joanesburgo, África do Sul.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Circundado pelas imponentes montanhas do Pilensberg, Sun City começou a nascer na década de 70 pela mão de um visionário, Sol Kerzner. O empresário afirmou um dia ser “o Indiana Jones dos negócios” e é fácil perceber porquê. O resort remete-nos para uma cidade perdida na selva, onde a atenção ao pormenor, aos pequenos detalhes, chega quase a ser uma obsessão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A primeira unidade a ser inaugurada foi o Sun City Hotel, construído em 1979 junto ao actual campo de golfe com a assinatura de Gary Player. É aqui que se situa o casino, no seu tempo o único local na África do Sul onde era permitido jogar, e o Sun City Theatre, com 640 lugares. Dispondo de 340 quartos, todos orientados para uma piscina, este quatro estrelas disponibiliza uma variedade de bares e restaurantes, desde o Orchid, especializado em comida asiática, ao Raj, indiana, Calabash, comida sul-africana, entre outros. Quase 30 anos após a sua construção, o Sun City Hotel iniciou em 2007 um processo de renovação das suas infraestruturas, num investimento global de 21 milhões de euros que ficará concluído em Novembro deste ano. Estas mudanças fazem-se sentir não só ao nível da decoração dos quartos como também no aumento e modernização das casas de banho. Segundo Boris Bornman, director de operações do Sun City Resort, “o design está em harmonia com o verde da vegetação do exterior e a paisagem de cortar a respiração”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Em 1982 abria o segundo hotel de Sun City, o The Cabanas, um três estrelas, situado junto a um lago, com uma vocação clara para acolher famílias. Com 380 quartos, oferece um conjunto de equipamentos concebidos a pensar nas crianças, com destaque para o Kamp Kwena Fort, um aviário que acolhe aves exóticas, uma quinta ecológica, mini-golfe, gaivotas e trampolins. Também neste caso o Cabanas foi alvo recente de uma profunda remodelação. Apesar de o lobby manter a sua decoração original, um mosaico de papagaios, peixes e flores, a intervenção fez-se sentir ao nível das habitações. Os quartos surgiram de cara lavada, apostando num design retro de estilo europeu, predominando o rosa e o verde-água. Mas se pensa que o facto de estarmos perante um três estrelas isso o diminui face aos seus ‘irmãos’ mais ostensivos, desengane-se. O Cabanas talvez seja o hotel que oferece o ambiente mais descontraído do resort e disso faz gala.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Dois anos após a abertura do Cabanas, em 1984, abria o Cascades. Ao longe assemelha-se a uma pirâmide maia. Puro engano! Estamos diante um cinco estrelas, com 243 quartos, envolto em jardins luxuriantes e que disponibiliza duas piscinas, uma delas aquecida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mas a verdadeira pérola estava guardada para o fim. Em 1992 nascia o The Palace of the Lost City, um ‘seis estrelas’ onde nada, mas mesmo nada foi e é deixado ao acaso. Feche os olhos e imagine uma tribo africana fluorescente, rica, imaginativa, onde o conhecimento e o respeito pela natureza fosse o seu bem mais precioso. Continue com os olhos fechados e imagine agora a sua cidade, as ruas, os jardins, os lagos, os recantos. Pode abrir agora os olhos e vai descobrir que imaginou o Palace ao pormenor. Com 338 suites, o destaque vai para as camas king-size esculpidas manualmente. O salão de chá é local obrigatório de peregrinação e o Villa del Palazzo, um restaurante que aposta na gastronomia italiana, surpreende pela inclusão no seu menu de vários pratos de caça.</span></p>
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		<title>Próximo destino: Acapulco</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 02:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[
Pois bem, em Abril vou andar uma semanita inteira por terras do México. Quatro dias em Acapulco e depois um salto amaior península no mundo: Baja California Sul. Cheira-me que vai valer a pena.
Antes ainda um saltito de três dias a Ponta Delgada, Açores.
Cheira-me que Abril vai ser em grande, ai vai vai!
   [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=23&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="center"><a href="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/03/acapulco.jpg" title="acapulco.jpg"><img src="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/03/acapulco.thumbnail.jpg" alt="acapulco.jpg" /></a></p>
<p>Pois bem, em Abril vou andar uma semanita inteira por terras do México. Quatro dias em Acapulco e depois um salto amaior península no mundo: Baja California Sul. Cheira-me que vai valer a pena.</p>
<p>Antes ainda um saltito de três dias a Ponta Delgada, Açores.</p>
<p>Cheira-me que Abril vai ser em grande, ai vai vai!</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/judeuerrante.wordpress.com/23/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/judeuerrante.wordpress.com/23/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/judeuerrante.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/judeuerrante.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/judeuerrante.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/judeuerrante.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/judeuerrante.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/judeuerrante.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/judeuerrante.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/judeuerrante.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/judeuerrante.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/judeuerrante.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=23&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Um dia na Praia</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 02:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cabo Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Não passa pela cabeça de ninguém ir a Cabo Verde durante um único dia. Pois bem, foi isso mesmo que fiz. Parti a uma quinta à noite e voltei sábado às 2 da manhã. O destino foi a Cidade da Praia, situada a sul da ilha de Santiago, e capital de Cabo Verde.
A cidade em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=22&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><a href="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/03/p3070299.jpg" title="p3070299.jpg"><img border="0" align="middle" width="1" src="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/03/p3070299.jpg?w=1&#038;h=1" alt="p3070299.jpg" height="1" /></a><img border="0" align="middle" width="1" src="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/03/p3070299.jpg?w=1&#038;h=1" alt="p3070299.jpg" height="1" />Não passa pela cabeça de ninguém ir a Cabo Verde durante um único dia. Pois bem, foi isso mesmo que fiz. Parti a uma quinta à noite e voltei sábado às 2 da manhã. O destino foi a Cidade da Praia, situada a sul da ilha de Santiago, e capital de Cabo Verde.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">A cidade em si tem pouco para ver e tudo gira em torno do bairro Plateau, junto ao mar, onde fica a maioria dos edifícios públicos e outras edificações relevantes. </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Vamos a dicas:</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Praias</strong> &#8211; Quem procura praias exóticas chegou à ilha errada. Há praias sim, mas invariavelmente de areia escura, água limpa, mas não particularmente atraentes. As melhores praias, dizem os entendidos, ficam na Ilha da Boavista na conhecida Ilha do Sal. Mas se quer aventurar-se, recomendo a Prainha.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Tomar café</strong> – É uma aventura beber uma bica por aquelas bandas. Aliás, é difícil encontrar um café, mas em compensação as lojas de chineses são mais que as melgas. Ainda assim, na praça principal no Plateau existe um café digno desse nome onde a bica é insuspeita.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Onde ficar</strong> – Lá diz a publicidade que o que é nacional é bom. Portanto, a recomendação vai para o Oasis Praiamar Hotel, um quatro estrelas surpreendentemente digno, funcional e com uma excelente piscina. Ah&#8230; e os donos são portugas.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Comer</strong> – Se em Roma sê romano, em Cabo Verde sê cabo verdiano e portanto a cachupa é obrigatória. Mas se também quiser tirar a barriga da miséria com uma pratada de lagostas a 25 euros o quilo também ninguém vai levar a mal. Sempre presente está a Super Bock e o Sumol. O melhor restaurante da ilha é o Alex mas eu fiquei-me, e bem, por um grill de marisco a poucos passos da Prainha.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Experiência</strong> – É mergulhar no mercado de Sucupira, o maior mercado da cidade. As pessoas são simpáticas, disponíveis para ajudar, e quanto ao mercado&#8230; muita cor, cheiros e vende-se absolutamente tudo. Até bacorinhos&#8230;</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Noite</strong> – Fui parar a uma discoteca manhosa e acanhada do qual não me lembro o nome&#8230; e ainda bem. Mas aqui a sugestão vai inteiramente para um dos bares no Plateau com música ao vivo.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>Música</strong> – Mas será que aquela gente não sabe cantar mal?? Raios!!! Ameeeei!</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong>O que não vi mas fica para outras calendas</strong> – Dizem que a Cidade Velha vale a visita. Situada a 15 kms da Cidade da Praia, foi a primeira capital, e porto de abrigo de navegadores como vasco da Gama ou Cristovão Colombo. Um verdadeiro museu ao ar livre. Imperdível, mas que eu perdi, é uma visita ao Tarrafal, local que deveria ser de peregrinação obrigatória para todos os portugueses. Até porque há coisas que não devem cair no esquecimento. Se outras razões não existissem, é lá que existe a melhor praia da ilha. O único senão é que o Tarrafal fica a 60 kms da capital. Parece pouco&#8230; mas é ilusão.</font></p>
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		<title>Marraquexe, o império dos sentidos</title>
		<link>http://judeuerrante.wordpress.com/2008/03/04/marraquexe-o-imperio-dos-sentidos/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 14:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marraquexe]]></category>
		<category><![CDATA[Marrocos]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[

 &#8220;Que pena que já não possas ver mais
as muralhas vermelhas de Marraquexe
e a multidão que ao teu lado caminha
na porta de Essaouira

Que pena que já não vejas
as jacarandás, as roseiras, as buganvílias dos jardins
que não oiças o som da água nas fontes
que não escutes o silêncio dos pátios
que não vejas as estrelas nos terraços
Que pena [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=18&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:black;"></span><span style="color:black;"></p>
<div style="text-align:center;"><img width="155" src="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2008/03/mar4.thumbnail.jpg?w=155&#038;h=118" alt="mar4.jpg" height="118" /></div>
<p><span style="color:black;"> </span><span style="color:black;"><img border="0" width="1" src="http://judeuerrante.wordpress.com/wp-admin/" height="1" />&#8220;<b><i>Que pena que já não possas ver mais</i></b><br />
<b><i>as muralhas vermelhas de Marraquexe</i></b><br />
<b><i>e a multidão que ao teu lado caminha</i></b><br />
<b><i>na porta de Essaouira</i></b></span></p>
<p></span><span style="color:black;"></span></p>
<p><span style="color:black;"></span><span style="color:black;"><b><i>Que pena que já não vejas</i></b><br />
<b><i>as jacarandás, as roseiras, as buganvílias dos jardins</i></b><br />
<b><i>que não oiças o som da água nas fontes</i></b><br />
<b><i>que não escutes o silêncio dos pátios</i></b><br />
<b><i>que não vejas as estrelas nos terraços</i></b></span></p>
<p><span style="color:black;"></span><span style="color:black;"><b><i>Que pena que já não possas alisar com a mão</i></b><br />
<b><i>os azulejos do Palácio Bahia</i></b></span><span style="color:black;"> </span></p>
<p><span style="color:black;"></span><span style="color:black;"><b><i>Que pena que não vejas todas</i></b><br />
<b><i>as coisas que amávamos</i></b><br />
<b><i>que não caminhes, não sintas, não te percas</i></b><br />
<b><i>em Marraquexe &#8211; a mais bela das cidades do Sul.</i></b>&#8220;<span style="color:black;"> </span></span><span style="color:black;"> </span><span style="color:black;"><span style="color:black;"></span></p>
<p><span style="color:black;"></span><span style="color:black;">O poema foi encontrado escrito em berbere numa tábua de madeira num quarto de um antigo riad e ilustra bem as paixões que Marraquexe desperta. Apesar de tudo, quem a visita pela primeira vez, estranha-a, acha-a ameaçadora. Com o passar dos dias, o sentimento inicial vai-se esbatendo à medida que nos vamos familiarizando com uma cidade que vive em aparente anarquia e disso faz gala. Á medida que nos perdemos no interior da Medina, por entre um labiríntico emaranhado de ruelas e becos, apanhamos o pulso o pulso à capital do Sul de Marrocos. Depois há o cheiro das especiarias sempre presente, as cores que misturam o azul berbere com o verde marroquino, os sons dos burros que passam ou dos negociantes em plena actividade, o olhar fugidio das marroquinas que passam escondidas por detrás do véu.</span><span style="color:black;">Marraquexe é muito mais que isto. É uma cidade de fusão, onde se assiste a sinais evidentes de concessão ao ocidente sem nunca perder de vista a sua identidade. O tradicional convive bem com a sofisticação, novas discotecas, restaurantes e hotéis de charme abrem a um ritmo frenético e emprestam-lhe uma atmosfera cosmopolita.</span></p>
<p></span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Há também ali algo das “mil e uma noites”, de misterioso, que nos remete para um autêntico cenário lendário, onde passamos a ser intervenientes por direito próprio.</p>
<p>A cidade começou a tomar forma no século XI e começou por um imenso palmeiral, conhecido por Palmeraie, e que hoje alberga condomínios de luxo e mansões das arábias. Curiosamente, reza a lenda que o fundador da cidade, <span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">Youssef ben Tachfine, e os seus soldados, ali estabeleceram um acampamento, alimentando-se de tâmaras oriundas do Atlas. Os caroços eram cuspidos para o chão e, deste acto involuntário, terão brotado milhares de palmeiras que ainda hoje ali perduram. E foi graças às palmeiras que Marraquexe floresceu, já que o extenso oásis que ali nasceu acabou por atrair as inúmeras caravanas de camelos do Sul.</span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">A cidade tem uma cor inconfundível, vermelha, a que se deve o seu cognome de Cité Rouge. Elemento distintivo é a extensa muralha (com 12 kms) que a custo tenta conter o rebuliço da Medina. É neste local aliás que estão concentrados a maioria dos monumentos de Marraquexe.</span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';"></span></span></p>
<p><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';"><strong>O esplendor da Djemaa el-Fna</strong></span></span></p>
<p><span class="a10preto1"><b><span style="font-family:'Times New Roman';"></span></b></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">O melhor conselho a dar a quem pretende visitar pela primeira vez a cidade é começar pela majestosa praça Djemaa el-Fna, bem no centro da medina. Assistir ao pôr do sol em plena Djemaa, sentado no terraço de um dos inúmeros cafés que circundam a praça enquanto bebe um típico e adocicado chã verde com hortelã, é contemplar um espectáculo digno de um qualquer filme do Indiana Jones. É fácil perceber de onde veio a inspiração. No local, com uma dimensão quatro vezes maior que o nosso Terreiro do Paço, assiste-se a uma miríade de cenas e espectáculos. Dos vendedores de fruta, com destaque para as laranjas e tâmaras, a uma tenda gigante onde centenas de personagens cozinham uma variedade de iguarias onde a gordura é dona e senhora. E depois há os espectáculos, imperdíveis. Míticos encantadores de serpentes, macacos amestrados a posar para as fotos, tatuadoras de henna, malabaristas, músicos, contadores de histórias, disputas de boxe e mesmo curandeiros. Tudo tem um custo em dirhams (a moeda local, 1 € = 11 MD) e o simples apontar curioso de uma pouco ameaçadora máquina fotográfica digital pode dar direito a uma discussão interminável. A regra é: perguntar primeiro, fotografar depois.</span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">Na ponta do sudoeste da praça localiza-se a distinta mesquita Koutubla, embora a sua beleza só possa ser admirada por quem professa a religião de Maomet. A nós resta-nos olhar de fora e sonhar com o que se esconde por trás daquelas portas. Já na zona Norte da Djemaa el-Fna é possível mergulhar no absurdo mundo dos mercados, os mágicos souks. Prepare a sua paciência porque espera-o uma batalha negocial para adquirir a mais insignificante peça de artesanato local. Não há volta a dar, os marroquinos gostam de negociar e elevam a coisa ao patamar de arte teatral. Na realidade, no novelo de ruelas que vão até à imponente madrassa Ali Ibn Yusuf, antiga escola corânica, é possível encontrar de tudo e para todos os gostos. Tecidos, lenços, bijutaria, antiguidades, instrumentos musicais, ourives, são apenas alguns exemplos.</span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">Ali, ser português é vantagem ou não fossemos nós do país do “Cristiano Ronaldo e do Porto do Tariq”.</span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">Há também quem nos conheça, estranhamente, por outra característica: o de sermos o povo do sorriso!</span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';"></span></span></p>
<p><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';"></span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';"><strong>Os monumentos obrigatórios</strong></span></span></p>
<p><span class="a10preto1"><b><span style="font-family:'Times New Roman';"></span></b></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">Entre os monumentos de visita obrigatória encontra-se a Ménara, um vasto jardim, com oliveiras centenárias, irrigado por um enorme lago, onde se encontra um elegante pavilhão construído em 1870 pelos Saadianos; o Palácio da Bahia, construído em 1880 a mando de Ba Ahmed, grande vizir do sultão; os Túmulos Saadianos, um jardim-cemitério que abriga as tumbas dos reis saadianos e suas famílias ali enterrados a partir do século XVI; o Palácio El Badi, concluído em 1603 pelo sultão Ahmed El Mansour, que é considerado uma jóia da arte islâmica. No seu tempo ganhou fama de ser um dos palácios mais belos do mundo, também conhecido como “o incomparável” e, apesar do que se observa hoje ser apenas uma parte do total, é fácil imaginar a sua magnificência. Finalmente, aconselha-se um passeio pelo Jardim Majorelle e entrada no Museu de Arte Islâmica. Em excelente estado de conservação, ao contrário de muitos dos monumentos anteriores, o jardim oferece uma inspiradora e relaxante experiência, dada a variedade de lagos, plantas e aves, assim como o edifício ícone de Jacques Majorelle, com o seu azul como marca de água. Actualmente o Jardim Majorelle é propriedade do conhecido estilista Yves Saint Laurent.</span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">O nome da estrela da moda surgir associado a Marraquexe só pode causar estranheza aos mais incautos. A realidade é que a cidade está na moda, sendo local de férias para muitos famosos de Hollywood que ali compraram casa, bem como inúmeras famílias francesas da classe média que adquiriram e recuperaram riads na cidade.</span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">Ao nível da gastronomia, o cuscuz de borrego ou de vegetais, a tangine ou a pastilla são imperdíveis mas não aconselhados para estômagos sensíveis. Os vinhos são de boa qualidade, uma herança da colonização francesa. E restaurantes de qualidade são algo que abunda em Marraquexe, desde os mais modernos aos clássicos, instalados em riads primorosamente recuperados.</span></span><span class="a10preto1"><span style="font-family:'Times New Roman';">Também na noite, há bares e discotecas para todos os gostos, mas o destaque vai para o Pacha Marrakech, em plena avenida Mohamed VI. Para além da sua impressionante dimensão, o local, que reúne uma discoteca, um bar e três restaurantes, é da autoria do arquitecto português Miguel Câncio.</span></span></p>
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		<title>Viagem da Amizade</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 23:51:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amizade]]></category>

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		<description><![CDATA[Há viagens que fazemos sem sairmos do mesmo lugar. Estranho não é?
Iniciei há vários anos uma viagem com a Patrícia, a minha melhor amiga. Lembro-me que jornada começou num italiano lá para os lados do Largo do Rato. Desde aí, e muito por culpa dela, aprendi o verdadeiro significado da palavra Amizade.
Fui namorando e a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=17&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Há viagens que fazemos sem sairmos do mesmo lugar. Estranho não é?</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Iniciei há vários anos uma viagem com a Patrícia, a minha melhor amiga. Lembro-me que jornada começou num italiano lá para os lados do Largo do Rato. Desde aí, e muito por culpa dela, aprendi o verdadeiro significado da palavra Amizade.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Fui namorando e a Patrícia sempre presente. Fui chorando e ela sempre presente. Uma generosidade pura e um entendimento pleno, sem censuras ou cobranças.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Ligava vezes sem conta e se eu não a queria atender, dava espaço&#8230; não se indignava. Simplesmente sabia que eu era assim. Perdão, que eu sou assim.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Foi uma viagem longa que entrou no sábado passado num outro patamar. A Patrícia casou-se e eu fui o padrinho. Quando a entreguei ao agora marido senti-me realizado. Lá me diziam que percorri a passadeira com a noiva ao ritmo do Speedy Gonzalez em vez do ‘Avé Maria’ que brotava das colunas. Não dei conta. Não era pressa. Era necessidade de ver um objectivo atingido, o da felicidade dela.</font></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';">Foi realmente uma viagem longa&#8230;minha e dela. E, depois da festa, uma lágrima fugiu em segredo. A minha melhor amiga casou-se&#8230; dá para acreditar? </span></p>
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		<item>
		<title>O Quintal da amizade</title>
		<link>http://judeuerrante.wordpress.com/2007/12/17/o-quintal-da-amizade/</link>
		<comments>http://judeuerrante.wordpress.com/2007/12/17/o-quintal-da-amizade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 19:11:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda em Búzios, mais concretamente em Manguinhos, bem no alto de um serrado, de braços abertos para o mar que se explana lá em baixo, existe um local mágico chamado Quintal. É uma casa, um restaurante, um miradouro, uma sala e jantar onde se recebe amigos, um laboratório de sabores e cheiros, um segredo bem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=16&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Ainda em Búzios, mais concretamente em Manguinhos, bem no alto de um serrado, de braços abertos para o mar que se explana lá em baixo, existe um local mágico chamado Quintal. É uma casa, um restaurante, um miradouro, uma sala e jantar onde se recebe amigos, um laboratório de sabores e cheiros, um segredo bem guardado.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Como é que ali fui parar? A história tem o seu quê de curioso. Passeava pela Orla Bardot, em Búzios, quando parei para uns minutos de conversa com o Marcelo, o director do Perú Molhado, o jornal de Búzios. Mas não se trata de um director normal ou de um jornal típico, não! Marcelo é um argentino que há muito se apaixonou por Búzios e o seu aspecto, a julgar pela barba, adequa-se bem a esta época natalícia.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Quanto ao Perú, tratasse de um jornal de língua afiada, sem medo de nada ou de ninguém, que presta um verdadeiro serviço público de democracia. Tem a curiosidade de ter entrado para o Guiness Book Of Records como «O Maior Jornal do Mundo». Quem quiser confirmar: </font><a href="http://www.operumolhado.com.br/"><font face="Times New Roman">www.operumolhado.com.br</font></a></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Mas voltemos à história. Pois estava eu na conversa com o Marcelo quando sou apresentado ao Nelsinho e à Elo, dois irmãos. Ele o dono e chefe do Quintal e ela dona de um bistrôt. Paulistas, descendentes de portugueses e italianos. A amizade nasceu logo ali, instantânea, genuína. Daí surgiu o convite de ir ao Quintal, dias depois, jantar.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Ma hora marcada lá estava eu. A casa, sim porque é de uma casa que se trata, corta a respiração com o bom gosto, intimista. Depois, o êxtase no jardim. Um deck em madeira onde recortado surge um jardim de pedras, meticulosamente alinhadas em formas esguias, e uma piscina azul turquesa.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">O Quintal tem capacidade para pouco mais de cinquenta pessoas e o Nelson faz questão de ir à mesa explicar detalhadamente todas as experiências. Sim, porque quem vai ao Quintal não é para comer, mas sim para viajar.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Entre os vários pratos, destaco o Gnocci Presidente, em homenagem aos cerca de dez anos que Nelsinho viveu em Brasília, e o Bacalhau com gnocci, o único em que se atreveu a baptizar com o seu nome de família. E fez ele muito bem, já que foi a primeira vez que vi um brasileiro cozinhar um bacalhau digno desse nome.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">A nossa amizade nasceu na rua, passou pela mesa e alojou-se no coração. Tenho a certeza que em breve vou voltar ao Quintal do Nelson e da Elo. Para já ficou prometido ir comer o arroz lambe-lambe da simpática mamãe destes dois.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Há viagens de sentimentos, de sabores, cheiros e calor humano que são inolvidáveis. Esta entra directamente nessa categoria. </font></p>
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		<title>Búzios&#8230; e muito mais</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 14:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste momento encontro-me novamente em Búzios, um daqueles locais abençoadas como só o Brasil pode oferecer. É verdade, sou fã! Aliás, acho que virei buziano. Imagino-me facilmente a viver aqui, sem stress, ao ritmo do som dos pássaros e das águas calmas que banham a praia João Fernandes.
Aqui em Búzios tudo é pequeno. Não há [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=15&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Neste momento encontro-me novamente em Búzios, um daqueles locais abençoadas como só o Brasil pode oferecer. É verdade, sou fã! Aliás, acho que virei buziano. Imagino-me facilmente a viver aqui, sem stress, ao ritmo do som dos pássaros e das águas calmas que banham a praia João Fernandes.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Aqui em Búzios tudo é pequeno. Não há escala brasileira. E passear pela cosmopolita Rua das Pedras é correr o risco de demorar duas horas só para fazer 200 metros. Mais do que as paisagens, a maneira calorosa com que fui recebido, de sorriso aberto, curiosidade no rosto e uma piada rápida, desarma o espírito mais fechado. </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Vim em trabalho, que terminou hoje, e regresso a Lisboa dia 10. Até lá tenho 3 dias só para mim… e para os outros. Sim, porque já fui convidado hoje para jantar no Búzios Hotel, sair depois com o ‘Armandinho’ para beber um chope, amanhã o dia é dedicado às leituras na praia, jantar a convite num dos melhores restaurantes da cidade e domingo partida de barco privado para Arraial do Cabo, que ao que me dizem é uma das pérolas mais bem escondidas do Brasil. Não há como não gostar! E mil vezes isto a um resort de tudo incluído.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Mas ficam umas dicas para os viajantes que quiserem seguir o meu trilho:</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Transporte: A TAP voa diariamente para o Rio, aeroporto do Galeão, mas ao chegar prepare-se para uma espera no controlo de passaportes de 2 horas. </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Recuperadas as malas o transfer para Búzios demorará 2h30. São cerca de 180 kms de estrada em boas condições com uma paragem a meio caminho para jantar.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"> </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Pousadas: Aqui em Búzios, até a oferta hoteleira é à escala. Reinam as pousadas. Para quem queira estar em cima da praia sugiro o La Plage, cujo dono é português e uma simpatia. Se quer estar junto ao centro e ter vista de mar, bem colado à Orla Bardot irá encontrar a Casas Brancas. Um sonho de uma argentina, e que sonho.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Mais afastado do centro, com uma belíssima vista de mar e um ambiente que a elegeu como uma das melhores 25 pousadas do Brasil encontra-se a Glenzhaus, do grupo português Porto Bay.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"> </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Comer: Tudo é bom. Bom mesmo e tem comida de toda a parte do mundo. A rua das Pedras é onde encontrará a maioria dos bons restaurantes.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"> </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Quanto a praias há 23, portanto há-de certamente encontrar uma a seu gosto.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"> </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Segredo: A 30 kms da charmosa Armação de Búzios encontra-se a cidade de Cabo Frio, já com mais de uma centena de milhar de habitantes. A cidade em si não tem grande atractividade… ainda. Há a curiosidade de existir a Rua dos Bikinis, onde encontrará mais de uma centena de lojas de… bikinis!</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Mas na orla costeira a Praia do Forte (não, não é a de Salvador) é simplesmente deliciosa. Em extensão será do estilo da Costa da Caparica, ampla, em baía, mas a areia branca sal e fina como o pó torna-a já por si um must. Se a isso juntarmos as águas mais limpas que já vi em toda a minha vida… o retrato está feito.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Mas segredo, segredo… é Arraial do Cabo. Vou descobri-lo no domingo, se não cair uma chuvada daquelas, e prometo revelar tudo quando regressar.</font></p>
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		<title>Um paraíso Para&#8230;ty!</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 10:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
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		<description><![CDATA[ 
Reza a lenda que quando Deus estava a distribuir as terras do mundo, o Diabo veio reclamar a sua parte. Sem saber bem o que fazer, Deus apontou para o primeiro pedaço de terra que avistou ao longe, escondido entre a terra e o mar, e disse: “Lá, aquilo é para ti.” O facto deu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=12&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><a href="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2007/11/dsc01659.jpg" title="dsc01659.jpg"><img src="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2007/11/dsc01659.thumbnail.jpg" alt="dsc01659.jpg" /></a> </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Reza a lenda que quando Deus estava a distribuir as terras do mundo, o Diabo veio reclamar a sua parte. Sem saber bem o que fazer, Deus apontou para o primeiro pedaço de terra que avistou ao longe, escondido entre a terra e o mar, e disse: “Lá, aquilo é para ti.” O facto deu origem a uma confusão no céu que terá estado na origem da expulsão do Diabo e da sua legião de seguidores para o Inferno. E para não se rebaixar, o dito rejeitou o presente, dando então a ideia a Deus de criar no local um pequeno pedaço do Paraíso”. A história da origem do nome de Paraty é contada pelos locais com visível orgulho. No entanto, há explicação bem mais simples (e lógica) para a denominação do pequeno município brasileiro do sul do estado do Rio de Janeiro: o nome vem do tupi Peixe Branco.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Situado a meio caminho entre o Rio de Janeiro e São Paulo, o município de Paraty conta actualmente com pouco mais de 30 mil habitantes, situando-se na Baía da Ilha Grande. A história da cidade confunde-se com a própria história de descoberta do Brasil, sendo local de entrada de expedições de aprisionamento de escravos índios, local de passagem do ouro transportado de Minas Gerais no séc. XVIII e, mais tarde, porta de entrada clandestina de escravos no Brasil. Mais tarde, já no século XIX surge o Ciclo do Café e com ele a cidade vira-se para a produção de aguardente, chegando a ter cerca de 200 destilarias. Por isso é que ainda hoje Paraty é sinónimo de boa pinga. O facto foi até imortalizado pela famosa Cármen Miranda que cantou: “</font><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Vestiu uma camisa listrada e saiu por ai em vez de toma chá com torrada bebeu Paraty.”</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Findo este período a cidade entra em decadência, ficando votada ao abandono durante quase um século. Curiosamente, o sucesso de Paraty fica em dever-se em muito a este abandono, uma vez que manteve intacto o centro histórico da cidade, marcadamente colonial. Nos anos 60 do século passado é reconhecida como Património Histórico e Artístico Nacional.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">O centro histórico é ordenado geometricamente, dominado por casarios pintados de branco com faixas rosa ou azuis pintadas, onde sobressaem estranhos símbolos, em torno de janelas de guilhotina, remetendo os visitantes para os tempos coloniais, como se de um cenário de filme se tratasse. Mas toda esta organização e mesmo os tais símbolos como a estrela de David ou de Salomão, a lua minguante ou crescente, entre outros, é atribuída à maçonaria, já que Paraty foi sede de uma loja maçónica denominada União e Beleza.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Mas voltemos ao centro da cidade, onde é proibida a entrada de veículos, e nas ruas impera a pedra escura irregular. E é tão irregular que se atribui ao piso a principal razão para os paratienses raramente cumprimentarem alguém quando se cruzam na rua, é que estão demasiado ocupados a olhar para o chão para não caírem.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Actualmente o centro de Paraty é dominado por inúmeras pousadas de charme, óptimos restaurantes e lojas de artesanato, onde os artistas fazem os seus trabalhos à vista dos transeuntes. </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Mas para lá do interesse histórico da cidade, Paraty é dominada pela sua baía recortada, numa extensão litoral de 180 quilómetros, dando origem a várias enseadas, penínsulas e ilhas, 55 ao todo. Já a sul encontra-se a vila de Trindade, um local de pescadores, mas dominado por praias dignas de um postal. A curta viagem vale a pena, apesar de no caminho atravessar um morro com o elucidativo nome de Deus-me-livre. Espera-o a Praia Brava, onde não falta uma fonte de água doce, segue-se a Praia do Cepilho, a de Fora e a dos Codois, terminando na paradisíaca Praia do Cachadaço.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">De volta à baía pululada por inúmeras ilhas os cenários são tantos e tão diversos que aconselha-se um passeio de barco. E um dia não chega. Aconselha-se uma paragem na Ilha do Catimbau, onde um único restaurante assente nas pedras proporciona uma experiência memorável.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">E por falar em experiências, nada como beber uma cerveja gelada no Café Paraty, local de famosos, almoçar no Margarida Café, tomar a pinga Maria Isabel, um belíssimo alambique situado à beira mar, percorrer o antigo Caminho do Ouro, e fechar a tarde com um retemperador mergulho numa das inúmeras cachoeiras da região.</font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">De facto, quem hoje visita Paraty agradece ao Diabo não ter reclamado o local para ele. </font></p>
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		<title>Búzios… encantados</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2007 11:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>robadia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Turismo]]></category>
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Búzios, ou mais correctamente Armação de Búzios, tem algo de familiar para o português que pela primeira vez a visita. Para começar pela escala de construção, uma vez que os edifícios não ultrapassam os dois andares, com um estilo arquitectónico próprio onde predomina a utilização de materiais rústicos. Depois, em Búzios tudo começa e acaba [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judeuerrante.wordpress.com&blog=2081031&post=9&subd=judeuerrante&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';"></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><a href="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2007/11/dsc01703.jpg" title="dsc01703.jpg"><img src="http://judeuerrante.files.wordpress.com/2007/11/dsc01703.thumbnail.jpg" alt="dsc01703.jpg" /></a> </p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Búzios, ou mais correctamente Armação de Búzios, tem algo de familiar para o português que pela primeira vez a visita. Para começar pela escala de construção, uma vez que os edifícios não ultrapassam os dois andares, com um estilo arquitectónico próprio onde predomina a utilização de materiais rústicos. Depois, em Búzios tudo começa e acaba em torno da Rua das Pedras, onde se encontra várias lojas de roupa de marca, artesanato e restaurantes cuja qualidade ombreia com o que de melhor o Brasil tem para oferecer.</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Situada a 165 quilómetros do Rio de Janeiro, na Região dos Lagos, e fazendo fronteira com a cidade de Cabo Frio, Búzios é uma península com 8 quilómetros de extensão e mais de duas dezenas de praias. Mas não é no número de praias que reside um dos encantos da região, mas mais pela sua variedade. De um lado a península é banhada pelas correntes marítimas do Equador e do outro pelas águas geladas do Pólo Sul. Assim, existe praticamente uma praia ao gosto de qualquer tipo de turista. Desde a mais isolada e de difícil acesso reservada à prática do nudismo, como é o caso da Olho-de-Boi; às mais pequenas como a Ferradurinha ou Azedinha; a cosmopolita João Fernandes ou a mais badalada Geribá, onde o surf é rei e senhor. A dificuldade mesmo vai ser na escolha.</p>
<p> <strong>Porto de Corsários</strong></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Por volta do século XVII, Búzios era porto de abrigo de corsários e piratas, que a utilizavam para contrabandear pau-brasil e vender escravos. Ainda nesse século, e como resultado de batalhas sangrentas, os franceses foram expulsos da região, tendo daí resultado a quase extinção da população indígena – os índios Tupinambás. No final desse século o lugarejo de Búzios era constituído por apenas 20 habitações.</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Só no início do século XX é que a vila começa a assistir novamente a alguma movimentação, com a chegada de imigrantes portugueses que, juntamente com a população local de pescadores, introduziram novas técnicas de pesca. Foi neste período que foi construída uma estrutura para capturar baleias – Armação de Baleias -, tendo dado origem ao nome da própria vila: Armação de Búzios. Os ossos das baleias capturadas eram então enterrados na praia ao lado da Praia da Armação, tendo estado na origem do seu nome: Praia dos Ossos.</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Mas só nos anos 50 é que Búzios começou a despertar lentamente para o turismo, tornando-se local de férias da elite carioca e paulista que ali começaram a construir casas. No entanto, o mundo ficou a conhecer Búzios quando, em 1964, a conhecida modelo francesa Brigitte Bardot escolheu o local para passar um mês de férias. Desde aí Búzios entrou no mapa e não mais saiu dele. A fama foi tanta que mereceu mesmo uma estátua da estrela, sentada em cima de uma mala, a contemplar o mar… na Orla Bardot!</p>
<p> <strong>O que fazer?</strong></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Actualmente, mais de quatro décadas passadas de tão ilustre visita, Búzios mantém a sua aura intacta. Desenvolveu-se o suficiente. Cresceu mas não desmesuradamente. Os encantos estão lá todos. Assistir ao pôr-do-sol na Praia da Armação ou no porto de madeira ali construído, e que serve de ponto de partida para as inúmeras excursões de barco, é uma experiência inolvidável. O mar vira prata rendilhada, onde sobressaem as cores alegres dos caícos (barcos a remos). Depois é só seguir pela Orla Bardot até à Rua das Pedras, lentamente, sem pressas. Comer bem não será o último dos seus problemas, tal a qualidade e diversidade da oferta existente. Enumerá-los era incorrer no grave pecado de esquecer um bom prato, mas há desde tailandeses a italianos ou franceses. O difícil mesmo será encontrar um restaurante de comida típica…brasileira.</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Quanto à noite propriamente dita, adivinhe onde tudo se passa? Pois é… na Rua das Pedras, para não variar. No Conversa Fiada pode observar quem passa na rua, no Zapata vai viajar até ao México, no Anexo’s Bar mergulho no moderno estilo lounge, para música ao vivo tem o Pátio Havana, o Chez Michou serve-lhe uns crepes quando a fome já aperta e se quer mesmo gastar energias até de manhã o “point” é a discoteca Privilege.</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Quanto a alojamento, Búzios mantém-se fiel às suas origens. A excepção vai para o Hotel Atlântico Convention &amp; Resort, que dispõe de 135 apartamentos. Mas na cidade e arredores quem mais ordena são as Pousadas de Charme (umas com mais charme que outras). Destaque para o Casas Brancas Boutique Hotel e Spa, um pequeno paraíso de 32 quartos e o Ville La Plage Pousada &amp; Resort, na Praia João Fernandes. Mais para o interior, escondido no meio da vegetação surge o elegante La Foret. Estas duas últimas pousadas tem a curiosidade de terem como proprietário um português rendido aos encantos de Búzios.</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Mas Búzios é assim mesmo. O difícil mesmo é resistir-lhe. E quando na hora da partida, uma parte de nós passa a sentir-se Buziano ou no mínimo… a invejá-los.</p>
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